UX WRITING: Você sabe o que é e como implementar na sua empresa?

À partir deste tweet, introduzo o tema: UX WRITING. O termo “UX” já está bastante difundido atualmente e pode ser traduzido como a experiência do usuário propriamente dita, enquanto isso, a “UX WRITING” é a experiência do usuário em forma de texto. Afinal, como fazer o seu usuário se apaixonar por, literalmente, cada palavra do seu site ou da sua rede social e, consequentemente, se apaixonar por seu produto?

Primeiramente, vou trazer aqui os pilares de como construir uma boa UX WRITING. A ideia primordial por trás desse conceito está em facilitar a leitura, economizar o máximo de caracteres, gerenciar melhor o espaço disponível e, finalmente, selecionar estrategicamente todos os elementos que integram qualquer texto, de modo a facilitar ao máximo a jornada do seu usuário dentro de um site, de uma rede social…

Dessa forma, textos curtos, objetivos, que agreguem valor em cada palavra escolhida, sem termos rebuscados, que apresentem um “tom de voz” constante da empresa, que compartilhem dados, de preferência em forma de numeral, são dicas para fazer textos à base da UX WRITING.

Além das dicas práticas acima, é primordial saber controlar a jornada do usuário dentro de um site como forma de aprimorar a UX WRITING. Para isso, duas palavras são essenciais: Dados e Fluxo. Afinal, os dados vão indicar os detalhes e estatísticas da jornada dos usuários, enquanto o fluxo vai nos dar todo o caminho que cada usuário percorre dentro do site e assim será possível comparar com o fluxo que eles deveriam percorrer. 

Ao analisar essas duas questões você pode, por exemplo, descobrir que muitos usuários param a navegação em determinada página do site. Essa interrupção do fluxo pode ser relacionada a muitos fatores, dentre eles um texto confuso ou pouco objetivo, que pode ser facilmente solucionado pelo uso correto da UX WRITING.

Outra modalidade de escrita, que é bastante conhecida atualmente, é o COPYWRITING, que, às vezes, é erroneamente entendido como sinônimo de UX WRITING. A diferença é sutil, mas perceptível. Enquanto o COPYWRITING traz como objetivo vender, converter clientes e atrair leads, o UX WRITING tem um objetivo bem diferente, sendo ele um desenvolvimento orientado pelo produto, não pelas vendas, onde o produto se vende por si só. Os simples fatos de apresentar o produto, mostrar suas qualidades e trazer dados que comprovam o quanto esse produto é perfeito para o usuário são suficientes para o UX WRITING ter a mesma consequência do COPYWRITING, a conversão.

         Para que tudo fique mais claro, trouxe um exemplo bem prático de como o Netflix usa o UX WRITING para viciar todos os seus usuários. Você se lembra do dia em que criou sua conta da Netflix? Então, nesse dia você teve uma verdadeira aula de UX WRITING e não percebeu. Um dos motivos que faz a Netflix ser a líder das plataformas de streaming está no fato dela fazer questão de reduzir ao máximo o medo dos usuários de se comprometerem com a plataforma, dando uma “falsa” sensação de controle nas mãos do usuário.

“Sem limites”, “Assista onde quiser”, “Cancele quando quiser”, “Assista a Netflix em qualquer aparelho quando você quiser”, tais frases estão constantemente presentes dentro do site, mais precisamente no fluxo percorrido por novos usuários, isso se dá ao constante uso da UX WRITING como forma de enaltecer que o poder do usuário da Netflix é ilimitado na plataforma.

Assim, dada a importância do UX WRITING e, principalmente, da experiência do usuário como um todo, ninguém mais ninguém menos que a Google criou um novo ranqueamento para busca por sites. A partir de maio de 2021, quando você fizer uma busca no Google, os resultados que serão exibidos primeiro consistirão nos sites que proporcionam uma melhor e mais fluida experiência do usuário.

Essa experiência será definida através de três métricas: 

  • LPC “Largest Contentful Paint” = mede quanto tempo leva para o seu site começar a exibir elementos que são importantes, sendo o ideal de, no máximo, 2,5 segundos;
  • FID “First Input Delay” = mede o tempo que o usuário leva para interagir com algum elemento da página pela primeira vez, sendo o ideal de, no máximo, 100 ms;
  • CLS “Cumulative Layout Shift” = mede a frequência de mudanças inesperadas no layout e na estabilidade visual do site, sendo o ideal, de no máximo, 0,1.

Agora que você já sabe o que é o UX WRITING, está na hora de incorporar isso no cotidiano da sua empresa. Como já dizia Hans Hofmann, “A capacidade de simplificar significa eliminar o desnecessário para que o necessário fale”.

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